28 livros que nos ajudam a entender melhor o mundo em que vivemos

Kierkegaard - O Conceito de Ironia


Coleção Folha Grandes Nomes do Pensamento

Kierkegaard

Informações técnicas:

Dimensões: 16,1 cm x 23,6 cm
Capa dura couchê brilho 150g/m²

Tradução: Álvaro Luis Montenegro Valls

Kierkegaard

Dissertação de mestrado, “O Conceito de Ironia” mostra um europeu periférico no auge da petulância de quem tem 28 anos e se sabe dono de uma inteligência incomum. Kierkegaard (1813-1855) enviou ao rei uma carta na qual pedia autorização para escrever a tese em dinamarquês e obteve permissão parcial: a arguição oral teve de ser feita em latim. Não aceitou as sugestões da banca examinadora, que lhe recomendava mudar o título da tese e ser bem-comportado na escrita. Seu trabalho esmiúça Sócrates e conceitua a ironia.

O sujeito irônico não vê validade no mundo que critica e, já na própria linguagem, o nega. É irônico o dito socrático “só sei que nada sei”, de que se serve o filósofo para minar a ideia de Estado e a crença nos deuses gregos. A ironia, sempre subversiva, levou Sócrates a ser condenado ao suicídio e fez com que Kierkegaard criticasse a “única continuidade” possível do irônico, o tédio – “esta eternidade sem conteúdo, esta felicidade sem gozo, esta profundidade superficial, esta saciedade faminta”.

Mario Sergio Conti
Colunista da Folha